Escolher a tipografia para um projeto é o terror de muitos designers. Em muitos casos, a má escolha dos tipos causa desajustes visuais perturbadores. Mas antes de começarmos é importante lembrarmos que:Tipografia é arte ou processo de criação e/ou utilização dos caracteres ortográficos (letras) e para-ortográficos (algarismos, sinais de pontuação, etc) para reutilização (impressão e reprodução). Está relacionada com o processo de fabricação dos tipos móveis da prensa de Gutenberg.

Caracteres são as letras, os números ou os sinais de pontuação. As letras são classificadas em maiúsculas ou caixa alta e maiúsculas ou caixa baixa.

Fonte é o alfabeto completo de um só estilo de desenho, feito em caixa alta, caixa baixa e sinais de pontuação.

Família é o desenho de tipo com o mesmo estilo, agrupando as opções redondo, grifado, itálico, negrito, condensado, etc.

As fontes podem ser divididas em categorias, sendo elas: serifadas, sem serifa, manuscritas, caligrafia e fantasia.

Agora, para escolher qual a melhor escolha para seu projeto, existem algumas dicas.

1 Finalidade
Começar pela finalidade do texto é uma opção. Textos menores, para exposição, que devem chamar atenção, como títulos, devem valorizar a forma imagística e a personalidade. Já, em textos para leitura contínua, quanto menos melhor.

2. Assunto
Se estiver trabalhando com um texto formal e extenso, você pode optar pelas letras serifadas. A estrutura desta categoria favorece a continuidade da leitura,pois as serifas cadenciam o olhar pelo texto.

Se for um texto para web sobre tecnologia, por exemplo, mesmo que mais extenso, você pode optar por letras sem serifas. Esta categoria moderna combina bem com o tema.

3. Avalie o peso
O sentimento que a textura da letras gera - fechado, escuro, aberto, leve, romântico, orgânico, fresco, fluido e assim por diante - deve refletir tanto o assunto quanto o tom da linguagem usada.

Como combinar a tipografia

Se escolher a fonte adequada para um projeto já é difícil, imagine combiná-las. E a situação piora de acordo com a quantidade de tipos a serem combinados. O senso comum diz que o ideal é que o designer utilize no máximo duas famílias, e se possível apenas dois estilos de cada uma. Esta restrição tem o objetivo que permitir que o leitor identifique a finalidade de cada tipo.

Mas se forem necessários mais tipos, você até pode utilizá-los, mas tome cuidado. O essencial da combinação é a textura visual relativa à função, esta deve apoiar a metáfora visual e enriquecer a linguagem utilizada.

Dicas de combinação

1. Usando apenas uma família
Você pode combinar apenas uma família, revezando entre itálico, negrito, fino, etc, empregando cada estilo para uma determinada parte do texto.

2. Sem serifa + serifadas
Você também pode revezar entre serifas e sem serifas. O mais comum de encontrarmos é a utilização das sem serifa em títulos e as serifas para o corpo textual.

3. Os opostos se atraem
Você pode combinar também pesos completamente diferentes, tal como largos e negritos com condensados e finos. O extremo proposital pode criar formas visuais abstratas e um resultado dinâmico.